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O Webflow Source pode mudar tudo o que acontece depois do lançamento de um site

Jardel Nobrega
Creative director

Webflow Source: e se o seu site começasse a trabalhar por você?

A Webflow acabou de anunciar o Source e, desde que vi a proposta, fiquei pensando muito mais no que ele pode se tornar do que no que ele já faz hoje.

O Source ainda está no começo, mas a ideia por trás dele é grande. A Webflow está juntando código, design, CMS, marketing, infraestrutura e agentes de inteligência artificial em um mesmo ambiente. E, se essa visão realmente funcionar como parece, podemos estar diante de uma mudança importante na forma como empresas constroem e operam seus sites.

Não é só sobre criar páginas mais rápido. É sobre o que pode acontecer depois que essas páginas estão no ar.

O que é o Webflow Source?

O Source é uma nova plataforma da Webflow pensada para conectar diferentes partes de uma operação digital. A ideia é que código, conteúdo, ferramentas de marketing e agentes de IA consigam trabalhar juntos, sem que cada parte da operação precise ficar isolada em uma ferramenta diferente.

Isso é especialmente interessante quando pensamos em empresas que já possuem uma estrutura digital mais complexa. Em vez de começar tudo do zero, o Source foi pensado para trabalhar também com aquilo que a empresa já tem.

Mais do que um novo site builder

A primeira coisa que eu tentaria tirar da cabeça é que o Source seria apenas uma nova versão do Webflow.

Não parece ser essa a intenção.

O Webflow que conhecemos continua sendo uma ferramenta extremamente focada na construção visual de sites. O Source parece dar um passo além e olhar para toda a operação que acontece ao redor deles.

Porque construir um site é só uma parte do trabalho.

Depois vêm as campanhas, novos conteúdos, novas páginas, testes, otimizações, traduções, integrações e uma quantidade enorme de pequenas decisões que precisam acontecer constantemente.

É justamente essa parte que pode ficar muito mais interessante com o Source.

O site como uma estrutura viva

Hoje, normalmente pensamos em um site como um projeto.

Existe um começo, um desenvolvimento, uma publicação e depois uma manutenção.

Com o avanço dos agentes, podemos começar a pensar de outra maneira.

O site pode se tornar uma estrutura que está sempre sendo trabalhada, analisada e melhorada.

Uma nova campanha pode gerar uma nova página. Um dado de conversão pode gerar uma hipótese. Uma hipótese pode virar um teste. Um teste pode gerar um novo aprendizado.

E esse ciclo pode acontecer muito mais rápido.

A diferença está no depois

Criar uma página em alguns minutos é interessante.

Conseguir continuar evoluindo centenas de páginas sem perder consistência é muito mais interessante.

É aí que, na minha visão, o Source pode realmente fazer diferença.

E ainda estamos vendo o começo

O Source está sendo apresentado inicialmente como uma limited research preview, então muita coisa ainda precisa ser testada na prática.

Mas justamente por isso acho interessante olhar para ele com expectativa, e não apenas como uma ferramenta pronta.

E se a IA pudesse trabalhar dentro do seu site?

A interface do usuário Source mostrando a estrutura de design tipográfico.

Essa é provavelmente a parte que mais chama atenção no lançamento.

Nos últimos anos, a IA ficou muito boa em gerar código, textos, layouts e interfaces. Hoje já conseguimos pedir para uma ferramenta criar uma landing page inteira a partir de uma descrição.

Mas existe uma diferença enorme entre criar uma página isolada e trabalhar dentro de um projeto real.

Um site de verdade tem contexto.

Tem componentes, CMS, regras de marca, integrações, código, conteúdo e uma série de decisões que foram tomadas ao longo do tempo.

É justamente esse contexto que pode tornar os agentes muito mais úteis.

De gerar código para executar trabalho

Imagine que você tenha uma campanha nova para lançar.

Em vez de simplesmente pedir para uma IA criar uma landing page, você poderia ter um agente trabalhando dentro da estrutura existente do projeto.

Ele entende os componentes que já existem, utiliza o Design System, busca informações no CMS e prepara uma primeira versão.

Você revisa.

Faz os ajustes.

Aprova.

Publica.

O ganho não está apenas em escrever código mais rápido.

Está em diminuir a distância entre ter uma ideia e colocar essa ideia no ar.

Marketing pode ganhar muito mais autonomia

Essa possibilidade pode ser especialmente interessante para times de marketing.

Hoje, uma pequena alteração pode depender de várias pessoas.

Marketing solicita.

Design cria.

Desenvolvimento implementa.

Alguém revisa.

Depois alguém publica.

Não existe nada de errado com esse processo. Em muitos casos, ele é necessário.

Mas imagine se as tarefas mais simples pudessem ser feitas diretamente pelo time, com a IA trabalhando dentro das regras definidas para o projeto.

Isso pode significar muito mais velocidade para testar campanhas, ofertas e novas experiências.

E se pudéssemos criar várias versões?

Aqui a coisa começa a ficar ainda mais interessante.

Imagine pedir para um agente criar cinco versões de uma landing page, todas utilizando o mesmo sistema visual, mas com diferentes estruturas de conteúdo e conversão.

Você não precisa necessariamente escolher uma delas imediatamente.

Pode testar.

Medir.

Aprender.

E então criar uma nova versão com base no resultado.

A IA deixa de ser apenas uma ferramenta de criação e passa a participar do processo de experimentação.

A velocidade pode virar uma vantagem competitiva

No fim, talvez o maior benefício não seja produzir mais.

É conseguir experimentar mais.

Uma empresa que consegue testar uma ideia em dois dias está em uma posição diferente de uma empresa que precisa de três semanas para fazer a mesma coisa.

O Design System pode ganhar uma nova importância

Existe outra consequência do Source que eu acho muito interessante.

Quanto mais agentes participarem da construção de um site, mais importante será ter uma estrutura clara.

Isso vale para componentes, CMS, código, conteúdo e, principalmente, Design Systems.

Hoje, um Design System ajuda a manter consistência.

Ele garante que os elementos tenham padrões visuais e comportamentos previsíveis.

No futuro, ele pode fazer algo a mais.

Pode ajudar a ensinar aos agentes como aquela empresa constrói experiências digitais.

Menos improviso, mais sistema

Imagine que sua empresa tenha dezenas de componentes bem estruturados.

Botões.

Cards.

Formulários.

Headers.

Seções de produto.

Depoimentos.

CTAs.

O agente não precisa inventar tudo novamente.

Ele pode trabalhar com aquilo que já existe.

Isso é muito mais seguro e também muito mais consistente.

Estrutura passa a ser parte da inteligência

É por isso que acho que projetos bem estruturados vão ficar ainda mais valiosos.

Uma IA pode ser extremamente inteligente, mas se o ambiente onde ela está trabalhando é desorganizado, o resultado provavelmente também será.

Classes sem padrão, CMS mal estruturado, componentes duplicados e código difícil de entender já são problemas hoje.

Com agentes trabalhando nesse ambiente, eles podem se tornar problemas ainda maiores.

O site precisa estar preparado para crescer

Por isso, quando penso em um projeto Webflow hoje, não penso apenas em como ele vai ficar quando for publicado.

Penso em como ele vai funcionar depois.

Como o time vai criar novas páginas?

Como o marketing vai fazer alterações?

Como os componentes serão reutilizados?

Como novos mercados serão adicionados?

Como a empresa vai continuar evoluindo o site?

É aí que um bom profissional faz diferença

Talvez essa seja uma das maiores mudanças que veremos.

A ferramenta pode ficar mais inteligente, mas isso não elimina a necessidade de alguém que saiba estruturar o projeto.

Pelo contrário.

Quanto mais poderosa a ferramenta fica, mais importante é saber como utilizá-la corretamente.

E se o site pudesse ajudar a otimizar o próprio resultado?

Essa talvez seja uma possibilidade ainda mais interessante.

Hoje temos analytics, mapas de calor, testes A/B e várias ferramentas para entender o comportamento dos usuários.

Mas normalmente alguém precisa olhar para todos esses dados e decidir o que fazer.

Agora imagine um cenário onde agentes possam ajudar nesse processo.

Eles identificam uma página com desempenho abaixo do esperado, analisam possíveis causas, sugerem mudanças e até preparam novas versões para serem testadas.

De análise para ação

Hoje temos muito:

dados → análise → decisão → execução

No futuro, podemos começar a ter:

dados → hipótese → alteração → teste → aprendizado

Tudo acontecendo em ciclos muito menores.

E isso pode mudar completamente a forma como pensamos otimização.

SEO e AEO também podem entrar nessa conversa

A mesma lógica pode ser aplicada à busca.

Um agente pode ajudar a identificar conteúdos desatualizados, oportunidades de novos conteúdos, páginas que precisam de melhorias e possíveis problemas técnicos.

E, com a evolução das buscas baseadas em inteligência artificial, isso fica ainda mais interessante.

SEO e AEO estão deixando de ser tarefas que você faz uma vez e esquece.

São processos contínuos.

E se o site pudesse acompanhar essas mudanças?

Imagine uma empresa que publica centenas de conteúdos.

Manter tudo atualizado manualmente é trabalhoso.

Agora imagine agentes acompanhando essas páginas, identificando oportunidades e preparando alterações para revisão.

Não significa deixar a IA publicar tudo sozinha.

Significa ter uma camada trabalhando constantemente para encontrar oportunidades.

É uma diferença pequena no processo, mas enorme na escala

Uma pessoa consegue revisar algumas páginas.

Um agente pode ajudar a encontrar problemas em centenas ou milhares.

E é justamente nessa escala que a tecnologia começa a ficar realmente interessante.

O que isso pode mudar para quem contrata um profissional de Webflow?

A interface do usuário Source mostrando um registro de auditoria com vários membros da equipe realizando diferentes ações.

Se você está pensando em contratar alguém para criar um site em Webflow, acho que essa mudança traz uma pergunta importante.

Você está contratando alguém apenas para construir o site?

Ou está contratando alguém para construir uma estrutura que sua empresa consiga continuar usando e evoluindo?

O site não termina quando vai para o ar

Um projeto pode ser visualmente incrível e ainda assim ser difícil de manter.

Pode ter páginas lindas, mas nenhuma estrutura de componentes.

Pode funcionar hoje, mas ser difícil de escalar amanhã.

Pode depender completamente de uma pessoa para qualquer alteração.

Isso talvez não apareça em uma apresentação de portfólio.

Mas aparece rapidamente no dia a dia.

O valor está começando a mudar

Acredito que o profissional de Webflow dos próximos anos vai precisar entender muito mais do que o Designer.

Vai precisar entender estrutura, UX, CMS, Design Systems, performance, integrações, SEO, marketing e, cada vez mais, inteligência artificial.

Porque construir será apenas uma parte do trabalho.

O mais importante será construir bem o suficiente para que outras pessoas e agentes consigam continuar trabalhando naquele projeto.

E isso vale ainda mais para empresas que estão crescendo

Uma empresa pequena pode sobreviver com algumas soluções improvisadas.

Conforme ela cresce, cada improviso começa a cobrar seu preço.

Mais páginas.

Mais pessoas.

Mais campanhas.

Mais mercados.

Mais integrações.

Mais conteúdo.

A estrutura precisa acompanhar.

Crescimento exige uma base melhor

É por isso que vejo o Source menos como uma ferramenta para “fazer sites com IA” e mais como uma possível evolução na maneira como empresas operam sua presença digital.

E as agências? Também vamos precisar mudar

Para as agências, essa transformação pode ser ainda maior.

Durante muito tempo, grande parte do nosso trabalho esteve concentrada na execução.

Criar páginas.

Desenvolver componentes.

Fazer alterações.

Produzir landing pages.

Manter sites.

A IA vai acelerar uma parte enorme desse trabalho.

E acho isso ótimo.

Menos tempo operacional, mais tempo para pensar

Se uma tarefa repetitiva que antes levava duas horas pode ser resolvida em vinte minutos, não vejo isso como uma ameaça.

Vejo como uma oportunidade.

Podemos gastar menos tempo fazendo coisas que não precisam necessariamente de criatividade humana e mais tempo pensando no que realmente importa.

Qual experiência faz sentido?

Qual página deveria existir?

O que estamos tentando melhorar?

Qual problema estamos resolvendo?

Como podemos crescer?

A agência pode deixar de vender apenas produção

Esse talvez seja um dos maiores impactos.

O valor de uma agência não estará apenas na capacidade de produzir páginas rapidamente.

Vai estar na capacidade de criar uma estrutura que permita que o cliente continue crescendo.

Estratégia.

Design.

Arquitetura.

Tecnologia.

Governança.

Performance.

IA.

Tudo começa a fazer parte da mesma entrega.

E isso muda também a relação com o cliente

Em vez de terminar o projeto quando o site é publicado, existe a possibilidade de trabalhar continuamente sobre ele.

O site vira um produto vivo.

A cada campanha, uma nova oportunidade.

A cada dado, um novo aprendizado.

A cada aprendizado, uma nova experiência.

E talvez esse seja o maior potencial do Source

Não fazer com que uma agência deixe de ser necessária.

Mas fazer com que uma boa agência consiga entregar muito mais valor.

Ainda é cedo, mas a direção é muito interessante

O Source ainda precisa provar muita coisa.

Precisamos ver como ele vai funcionar em projetos grandes, como os agentes vão lidar com estruturas complexas, como serão as integrações e, principalmente, como a governança vai funcionar na prática.

Mas acho que seria um erro olhar para o lançamento apenas como “mais uma ferramenta de IA”.

A proposta parece ser maior.

A Webflow está tentando criar uma camada onde pessoas, código, conteúdo, marketing e agentes consigam trabalhar juntos.

Transforme seu site em um motor de crescimento.

Desde o nosso lançamento em 2016, temos sido pioneiros no cenário "no-code" e "low-code" e redefinimos a indústria web no mercado nacional com nossa visão única.

O que podemos esperar daqui para frente?

Eu consigo imaginar um cenário onde lançar uma nova página deixe de ser um projeto.

Onde criar uma nova campanha possa começar com uma conversa.

Onde testar uma nova experiência seja algo muito mais simples.

Onde agentes possam cuidar de boa parte do trabalho operacional enquanto pessoas continuam tomando as decisões importantes.

Onde um Design System não sirva apenas para deixar o site bonito e consistente, mas também para orientar aquilo que agentes podem construir.

E onde o próprio site possa ajudar a identificar o que precisa ser melhorado.

Talvez o site deixe de ser uma entrega

Essa é a ideia que mais me interessa.

Hoje contratamos alguém para construir um site.

No futuro, talvez a gente contrate alguém para construir a estrutura que permite que esse site continue evoluindo.

Isso muda bastante o valor de um projeto.

E é exatamente por isso que estou animado com o Source

No Studio Colab, sempre falamos sobre go-to-market, crescimento com estrutura, segurança e, mais do que nunca, velocidade.

E acho que o Source conversa muito com essa visão.

Não porque ele promete fazer tudo sozinho.

Mas porque existe a possibilidade de termos uma estrutura onde pessoas e agentes consigam trabalhar juntos para fazer uma coisa que sempre foi difícil:

melhorar continuamente.

Ainda não sabemos exatamente onde o Source vai chegar.

Mas talvez seja justamente essa a parte mais legal.

Estamos vendo o começo.

E, se a Webflow conseguir entregar tudo o que está propondo, talvez daqui a alguns anos a gente olhe para esse lançamento e perceba que ele não mudou apenas a forma como construímos sites.

Mudou a forma como pensamos o que um site pode ser.

Talvez a pergunta não seja mais:

“Quem vai construir meu site?”

Mas sim:

“O que meu site será capaz de fazer depois que estiver pronto?”

Jardel Nobrega
Creative director

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